Exibição "O Brasil dos modernistas"

DAN Galeria

O Brasil dos modernistas

12 de janeiro de 2026 — 31 de janeiro de 2026

DAN Galeria

O modernismo brasileiro nasceu do choque entre o conservadorismo cultural e a transformação econômica do país. Da Semana de Arte Moderna de 1922 à década de 1940, artistas como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Guignard consolidaram uma linguagem figurativa ligada à brasilidade. O percurso culmina com Volpi e sua reinvenção luminosa do popular.

Falar hoje em “tradição modernista” pode soar paradoxal para os artistas que, há cem anos, se insurgiram contra o “passadismo”. O modernismo brasileiro nasceu do descompasso entre a rápida transformação econômica do país — da base agrária à industrialização — e um ambiente cultural ainda conservador. Essa tensão culminou na Semana de Arte Moderna de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, marcada por resistência e vaias. Em busca de reconhecimento e repertório, os primeiros modernistas viajaram à Europa. Paradoxalmente, foi desse contato que muitos passaram a enxergar com mais clareza a riqueza cultural brasileira. O interesse europeu pelo “primitivismo” impulsionou artistas como Tarsila a incorporar em suas obras elementos das paisagens, costumes e formas populares do Brasil, encontrados no cotidiano. Do ponto de vista formal, a arte moderna no Brasil não absorveu plenamente o radicalismo das vanguardas históricas. O contato mais intenso ocorreu no período de entreguerras, quando o “retorno à ordem” defendia a volta à figuração como reação à abstração. Assim, o modernismo brasileiro manteve-se majoritariamente figurativo, com influências expressionistas e cubistas e, mais tarde, aproximações surrealistas, movido por uma missão: construir uma identidade visual brasileira. A modernidade cultural avançou em 1931 com o “Salão Revolucionário” no Rio e consolidou-se nos anos 1940, com encomendas oficiais a Portinari. O movimento formou um repertório decisivo: as figuras de Di Cavalcanti, os mitos de Tarsila, o Monumento às Bandeiras de Brecheret, as praias de Pancetti e as bandeirinhas de Volpi. A mostra culmina com Volpi, cuja geometrização e luminosidade inauguraram um novo tempo na arte moderna brasileira.

Exibição "O Brasil dos modernistas"

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